De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra Continuada (PnadC) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), 63,3% das casas brasileiras têm acesso à internet. A mesma pesquisa mostrou que 116 milhões de pessoas no Brasil estão conectadas. Isso nos faz entender que a acessibilidade à internet alcançou grande parte dos brasileiros.
O que mais chama a nossa atenção é a influência das redes sociais nas eleições de 2018. De acordo com dados da pesquisa realizada pela Ideia Bigdata, mais da metade dos eleitores acima de 18 anos(59,5%) pretendem acompanhar as publicações dos candidatos pelas redes. Por esses números, conseguimos perceber um pouco da proporção da influência digital na escolha dos novos representantes do legislativo e executivo neste ano de 2018.
Se você quer entender melhor sobre esse impacto, explicamos nesse post como esse contexto de política versus internet também pode impactar a imagem da sua empresa.
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ToggleA participação política nas redes sociais
Dando livre poder ao usuário de se posicionar e debater suas ideias, as redes sociais se tornam palco de troca de informação, opinião e até mesmo de disputas ideológicas. Isso só um problema para quem, empresa ou pessoa física, se posiciona de forma intolerante e fechada ao diálogo.
No entanto, devemos enxergar as campanhas políticas nas redes sociais como algo positivo. É um meio onde informações são trocadas rapidamente onde candidatos estão presentes se comunicando em tempo real com os eleitores.
Mas vale ressaltar que sobre o seu grau de confiabilidade a respeito dos conteúdos, é importante buscar informações em portais de notícias sérios. Além disso, sempre questione a opinião dos internautas desconhecidos que podem ter um interesse ou outro tipo de influência.
Assim, antes de compartilhar algo, verifique se a informação é verdadeira.
Regras para campanhas políticas nas redes sociais
É importante lembrar que há regras específicas, previstas na legislação, para as campanhas políticas via redes sociais. Veja o que pode e o que não pode na corrida para as eleições no mundo virtual:
- candidaturas podem patrocinar campanhas nas suas redes sociais para obterem maior alcance de público;
- pessoas físicas não podem anunciar nas redes sociais em nome dos candidatos;
- apenas as páginas oficiais da candidatura podem promover conteúdos da campanha;
- o descumprimento gera multa de 5 a 30 mil reais, de acordo com a lei nº 13.488, de 2017;
- é proibido contratar influenciadores digitais ou qualquer pessoa para fazer elogios publicamente pelas redes sociais, de acordo com o artigo 57 da mesma lei;
- é obrigatório conceder direito de resposta, mesmo nas redes sociais;
- é proibido fazer campanhas em perfis anônimos e falsos.
O impacto das eleições para a imagem da sua empresa
Enquanto marca, sua empresa precisa estar conectada e em sintonia com o seu público de interesse. Entre esse público, há divergências de opiniões políticas, portanto, lembre-se que qualquer demonstração sutil de apoio a um candidato pode fazer com que seus clientes passem a odiar a sua marca e a difamá-la, criticando o seu posicionamento.
Sendo assim, é preciso estar atento para entender até que ponto uma manifestação pode prejudicar o posicionamento da sua marca no mercado. Então, se houver sinergia da sua empresa com algum candidato, é importante citar quais características deve ter um bom candidato.
Essas devem ir ao encontro do seu conceito e do que seus seguidores já admiram. Então, você pode induzir por termos como: “procure candidatos honestos, que se preocupem com a saúde…” sem ser muito invasivo na decisão do usuário.
A influência das redes sociais nas eleições brasileiras de 2018 está sendo enorme. Mas, o maior desafio fica com as empresas. Não se envolverem de forma negativa e terem cuidado ao apoiar um candidato é algo fundamental para garantir a saúde do negócio e a integridade da imagem. Essa cautela ajuda a evitar graves crises que podem prejudicar o reconhecimento de uma marca.
Qual é a sua postura quanto ao uso de redes sociais nessas eleições?